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A CARA  DA MORTE ESTAVA VIVA

A CARA DA MORTE ESTAVA VIVA

Avenida de Serpa Pinto 13 e 14 Set 2019
21:30 - 23:59
Matosinhos
Detalhe
A CARA  DA MORTE ESTAVA VIVA

SINOPSE
A Cara da Morte Estava Viva é um projecto que parte da vontade já muito antiga de João Miguel Mota de trabalhar o universo do cantor e autor brasileiro Cazuza (1958-1990). As canções de Cazuza e o instinto como base fundamental do trabalho criativo – o “para mim é tudo e nunca mais” –, a sua forma quase animalesca de viver a vida, e a aceitação de que ao virar da esquina o inesperado espreita, alimentaram o imaginário do actor portuense, que encontrou na obra um lugar de expressão das relações afectivas e da delicadeza como fundamentais à vida, e, ao mesmo tempo, um arrojo e uma exuberância que afirmam uma identidade que habita as margens. Desde há muitos anos que artistas muito diversos – de Andre Gide a James Baldwin, de Nan Goldin a Allen Ginsberg, de Virginia Woolf a Al Berto – procuram trazer à visibilidade estas histórias, estes corpos e estas vozes apagados das narrativas: encontraremos neles a base dramatúrgica de que partiremos, incidindo sempre no principal fulcro de trabalho, a vida e obra de Cazuza – as suas músicas, os seus temas, as suas recorrências e os seus símbolos. Em cena, música e literatura, factos e memória, um ser e as suas influências, os seus fantasmas, os seus desejos. Espaço nenhum. Tempo apenas. O tempo que sobra. A Cara da Morte estava Viva é um projecto que procura trabalhar não só a obra de Cazuza, como também encontrar raiz em elementos biográficos, seguindo, principalmente, duas linhas orientadoras fundamentais: a linha do pensamento e estética queer e a temática do confronto do eu com o final da vida. Dentro deste trabalho que se orienta política e historicamente, procuraremos um núcleo dramatúrgico que enquadre os textos/obras de autores em fim de vida, não só em relação à temática do envelhecimento, mas principalmente pesquisando sobre o que é a doença, que problematiza o corpo como lugar em degradação onde se funda a ideia de identidade que subjaz a toda a atitude existencial e moral do indivíduo. Trabalharemos, numa primeira fase, sobre a análise das obras selecionadas e, posteriormente, sobre hipóteses dramatúrgicas que deverão procurar responder a questões como: que corpo tem um ser alienado, marginalizado, tornado detestável, pelo que representa política e socialmente? Qual o lugar político (e por isso, público) do corpo? Que acontece ao ser que envelhece, que se torna podre e incapaz? Que vida ainda lhe resta? Que perdurará? Que sentido tem continuar a questionar-se? Que grito ainda lhe/nos falta dar?

FICHA TÉCNICA
JOÃO MIGUEL MOTA/TEATRO EXPERIMENTAL DO PORTO (TEP)
Apoio Dramatúrgico: Raquel S.
Interpretação: João Miguel Mota 
Direção de Atores: Romeu Costa
Cenografia e Figurinos: Catarina Barros 
Desenho de Luz: Francisco Campos e Renato Marinho
Direção Musical/Musico: Gabriel Muzak
Desenho de Som: Francisco M. Caseiro
Músico/Bateria: Filipe Bastos
Imagem: Studio Bruto
Coprodução Teatro Experimental do Porto e Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery.
Preço dos bilhetes 7,50€. Para crianças até aos 14 anos, estudantes e maiores de 65 anos: 5€, Desconto de 20% para compras superiores a 10 bilhetes.

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